As retóricas fotográficas envolvem sutilezas simbólicas de classes sociais de atestação de poder e riqueza – de um período específico que remete a meados do século 19 e início do 20. O lugar: o nordeste brasileiro, o estado de Pernambuco. A sociedade: oligárquica, patriarcal, aristocrática em contraposição à escravidão.
Território econômico-geográfico, agrário, do plantio da cana-de-açúcar. Legado colonial impregnado de diferenças, de posses (fosse de terras, fosse de gente). Espaço da casa-grande, da senzala e de discreta burguesia urbana. Uma história permeada de fausto, opulência, maus-tratos e melancolia. Sociedade partida em duas faces contundentes.
Esse é o cenário do livro da escritora e antropóloga Georgia Quintas: Jogos de aparência – Os retratos da aristocracia do açúcar. Quintas analisa, através da antropologia visual, os álbuns das famílias abastadas de Pernambuco durante o final do século 19 e começo do 20. Após pesquisar mais de 17 mil retratos, a antropóloga nos apresenta uma narrativa intrigante de um período rico e obscuro da sociedade brasileira.
Jogos de aparência é o quarto livro da antropóloga. Em 2008, Georgia publicou Man Ray e a imagem da mulher, em 2014, Inquietações fotográficas – Narrativas poéticas e crítica visual e Abismo da carne, ambos vencedores do XIII Prêmio Marc Ferrez de Fotografia.
ISBN: 978-85-68804-05-6
Olhavê, 2016
500 exemplares
18 x 24 cm, 232 páginas
Impressão Offset, papel Pólen Bold 90 gr.
Projeto gráfico: Yana Parente
Coordenação editorial: Alexandre Belém
Impressão: Ipsis
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